Veja o antes e depois de Odin, pitbull resgatado pesando 12 kg em Betim

29-07-2022Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Cinco meses depois e com 17 kg a mais, chega a ser difícil de acreditar que Odin seja o mesmo pitbull que foi resgatado em fevereiro deste ano - completamente desnutrido, desidratado e pesando apenas 12 kg - em Betim. Vivendo em Lagoa Santa, em uma pousada com bastante espaço e vários outros animais como companhia, ele já não é mais o cachorro desconfiado e cabisbaixo de antes, mas exala amor e distribui "sorrisos", ganhando corações por onde passa.

Emily Soares Germano, de 24 anos, foi a responsável por cuidar dele nesse meio tempo. Ela conta que Odin chegou com uma ferida muito grande na pata e com a chamada doença de carrapato, sendo que, após o tratamento adequado, está completamente saudável hoje.

"Ele era muito arisco no início, não ia perto dos outros animais, ficava mais recluso. Mas todo processo de adoção tem esse período de adaptação. A pessoa tem que mostrar para o animal que ele está seguro. Mas o Odin engordou em uma velocidade assustadora, está com 29 kg", lembra.

No início, Odin deu bastante trabalho para a nova tutora, fugia dos canis, destruía as caminhas, cobertas, colchões, até mesmo os pallets de madeira. "Ele é um caçadorzinho, adora cavar buracos. Mas é um animal muito bonzinho, tranquilo e que gosta muito do nosso outro pitbull, o Bravus. Eles passeiam juntos", conta, orgulhosa, a tutora.

Segundo Emily, a história de Odin foi a mais triste de todas as suas adoções. "A gente viu o que o ser humano é capaz de fazer com os animais, foi um absurdo. Hoje ele é amado como nunca, todo mundo é apaixonado com ele aqui em casa", garante.

O cão foi resgatado pela ONG Adote Pitbull depois que moradores vizinhos contaram que o cachorro, já tinha sido bonito e forte, sendo cuidado por um familiar do proprietário, mas que, após algum tempo, o homem sumiu. "Vendo o estado, um dos vizinhos chegou a pular lá para alimentá-lo, mas ele estava tão fraco que não conseguia comer", detalhou Luis Felipe Garcia na época, logo após o resgate.

Hoje, vendo como Odin ficou após ser salvo por ele, o protetor detalha sua alegria. "Ver o bem proporcionado à saúde do animal, na qualidade de vida, é o que nos dá alegria. Nosso objetivo é tirá-los de uma vida de exploração, maldade, violência, negligência e fazer que ele se tornem membros de uma família, tendo todos os cuidados e fazendo parte da convivência", conta.

Quer adotar?
"Adotar, é um ato de amor, e o amor cura. Quem viu os meus cachorros antes, não fala que são os mesmos de hoje, Mas a pessoa tem que se dedicar, tem que amar. Se você tem a oportunidade de adotar um animalzinho, adote, pois isso vai mudar sua vida", avisa Emily.

Garcia, um dos cinco voluntários da ONG Adote Pitbull, detalha que eles são muito criteriosos no processo de adoção, com o objetivo de evitar que os animais resgatados caiam em mãos erradas e sofram novamente com maus-tratos.

"Não queremos que terminem abandonados, presos em correntes, sendo usados para guarda ou procriação. Como lidamos com animais de raça, não apenas pitbulls, sempre fazemos uma entrevista, visitamos a casa, damos tempo para pessoa pensar. E todos são castrados antes da adoção. Além disso, a pessoa precisa assinar um termo de guarda, um documento de sete páginas em que se compromete a enviar vídeos e fotos e, ainda, autoriza visitas para acompanharmos a adaptação do animal", detalha.

Interessados em adotar ou oferecer lar temporário aos animais resgatados pelo grupo de protetores devem acessar o Instagram da ONG @adotepitbull e preencher um formulário.

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