Termina na próxima semana o mandato do prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB). Em quatro anos de administração, o tucano deixa para o próximo prefeito eleito, uma cidade endividada e com status de abandonada.
Carlaile assumiu a prefeitura em 2013 com promessa de colocar Betim nos trilhos. Mas o que se viu, foi um festival de atrapalhadas e picuinhas políticas dele e da sua equipe de governo.
Em 2014, rompeu uma histórica aliança política e afastou o vice-prefeito da sua gestão. Na época, Carlaile alegou que estava sendo vítima de golpe.
Após o rompimento, contratou forasteiros ligados ao antigo governo estadual para cargos importantes, enquanto uma nova conjuntura política era formada por ele e seu irmão Ciro Pedrosa no governo. Só que não deu certo, pois do outro lado da corda, o desemprego batia na porta dos betinenses.
Criou o concurso público e a cobrança da taxa de coleta de lixo. Nos dois casos a justiça teve que intervir. O concurso continua emperrado e a taxa de lixo foi suspensa.
Além de ter conduzido um governo que não expressou nenhuma reação perante o caos do sistema de saúde e no aumento da violência.
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Carlaile se despede da prefeitura, como o pior prefeito de Betim nas últimas décadas, com 64,3% dos votos. Mas há quem garanta, que em 2018, ele tentará uma cadeira como deputado estual ou federal.
Outro dado importante, menos de 7% do plano de governo do tucano saiu do papel ou sequer foi concluído.