Betim é a quarta cidade em Minas com mais menores desaparecidos

Desde o último dia 9, a família de Keithy Kelly Santos Silva, 13, vive um drama. A garota fugiu de casa, no bairro Imbiruçu, e, apesar da luta incessante da mãe, Elisângela dos Santos Custódio, 32, para achar a menina, ela ainda não foi encontrada. “Minha filha já havia sumido em fevereiro. Acabou indo para uma casa no Vila Recreio, onde foi aliciada, estuprada e começou a se envolver com drogas.

Depois que conseguimos encontrá-la, ela nunca mais foi a mesma. A psicóloga disse que ela está traumatizada com tudo o que passou e que talvez tenha fugido. Minha filha é uma menina meiga e boa. Somos a família dela e queremos ajudá-la. Se alguém a viu, por favor, nos ajude. Qualquer informação é de grande valia. Estamos desesperados. Nossa família está destruída. Nós a amamos muito e só queremos o bem dela”, afirmou a mãe. “Meu maior medo é encontrá-la morta”, lamentou.

O sofrimento que a mãe de Keithy tem vivido é partilhado por centenas de famílias em Betim. Próximo ao Dia Internacional da Criança Desaparecida, neste sábado (21), segundo levantamento da Polícia Civil de Minas Gerais, a cidade é a quarta em Minas com mais crianças e adolescentes, com idades até 17 anos, desaparecidos, perdendo apenas para municípios maiores, como Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem.

De janeiro de 2015 até o dia 17 de maio de 2016, foram 284 registros de crianças e adolescentes desaparecidos feitos na polícia de Betim. No mesmo período, Belo Horizonte, a primeira no Estado com mais menores sumidos, teve 1.380 registros, seguida de Uberlândia e Contagem, com 424 e 368 ocorrências, respectivamente.

Como proceder

Diferente do que se pensa, não é necessário esperar 24 horas ou mais para registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento. O ideal é que o registro seja feito imediatamente para que a polícia já comece a agir e levantar informações como o círculo de convivência da criança e a sua rotina.

O registro de desaparecimento pode ser feito em qualquer delegacia, batalhão de Polícia Militar ou mesmo pela delegacia virtual. Posterior a isso, a família deve comparecer na Divisão Especializada de Referência a Pessoa Desaparecida (avenida Brasil,464, bairro Santa Efigênia) no caso de Belo Horizonte, para autorizar o uso da imagem do desaparecido para divulgação. Em outras cidades do Estado, como Betim, o comparecimento presencial pode ser feito nas delegacias regionais.

Pra quem tiver informações a respeito de pessoas desaparecidas o contato pode ser feito nas delegacias ou de forma anônima por meio do telefone 0800 28 28 97, válido para qualquer cidade do Estado.

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