Durante a campanha eleitoral de 2012 em Betim, o então candidato Carlaile Pedrosa (PSDB) definiu que as prioridades de um eventual primeiro ano de novo mandato seria “arrumar a casa” e cuidar da saúde na cidade. Conforme o tucano, ao assumir o cargo, a equipe se deparou com uma dívida que ultrapassava R$ 200 milhões.
“Realmente, na campanha, fizemos esse compromisso, mas não sabíamos como iríamos encontrar a prefeitura”, relatou.
Entre o pagamento da folha de trabalhadores da saúde, dívidas com fornecedores, servidores, entidades de classe e o INSS, foram pagos ou financiados R$ 160 milhões. O equacionamento não impediu, no entanto, que a Prefeitura de Betim ficasse comprometida a zerar, nos próximos três anos, outros R$ 50 milhões em débitos com fornecedores e o pagamento de férias-prêmio a funcionários.
Esse é o ponto negativo definido por Carlaile no primeiro ano do retorno à administração, o que coloca na conta da antecessora Maria do Carmo (PT). “Todo prefeito sabe que não pode gastar mais do que arrecada, mas a dívida da administração passada ficou para nós. Por conta disso, eles estão respondendo a mais de 15 processos na Justiça”, afirmou.
O outro campo de promessas, a área da saúde, começou a se consolidar com a reforma de dois andares do Hospital Regional, que, em 2012, sofreu com o surto de uma superbactéria que causou 30 mortes.
Uma parceria com o Estado e a União garantiu R$ 36,8 milhões para construção e reforma de 29 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Durante o mandato do tucano, agentes comunitários que reivindicavam o pagamento do piso nacional entraram em greve por 45 dias.
“Eles não podiam receber o piso porque nem todas as equipes do Programa Saúde da Família estavam cadastradas. Aumentamos de quatro para 62 o número de equipes, e agora eles recebem o piso”, explicou.
Aperto. Se o ano de 2013 foi marcado pela estruturação, na visão do prefeito, os investimentos próprios consumiram apenas 1,5% do orçamento. Carlaile Pedrosa cita o baixo repasse de recursos, sobretudo em razão da arrecadação de ICMS abaixo do esperado.
“Pegamos o orçamento da administração passada, mas também houve uma boa queda no repasse dos governos estadual e federal. Agora, criamos um plano de metas que enviamos à Câmara”, disse.
Outro ponto a se corrigir é a violência na cidade, que se agravou. Segundo dados do governo de Minas, entre janeiro e novembro de 2013, foram registrados 198 homicídios. Em 2012, foram 173 no mesmo período. Para o prefeito, esse é um problema de todo o país e causado pela guerra entre traficantes. “O que a gente tem para isso é o investimento em educação e esporte e uma parceria para a instalação de 39 novas câmeras de monitoramento”.