Casas de Fernandinho Beira-Mar, do Comando Vermelho, são leiloadas em Betim

20-11-2025

O Ministério da Justiça e Segurança Pública está leiloando duas casas avaliadas em mais de R$ 2 milhões, apreendidas durante uma operação contra o tráfico de drogas, em Betim, que pertenciam a Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do Comando Vermelho (CV).

Ambas as casas estão localizadas na Rua Conceição Rosa Lima, no bairro Horto, em um quarteirão sem saída. Um dos imóveis chegou a ser utilizado pelo 33º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, após ter sido embargado.

Uma das propriedades está avaliada em R$ 1,010 milhão, com lance inicial de R$ 505 mil. O segundo bem foi avaliado em R$ 1,28 milhão, com lance inicial de R$ 640 mil. O terreno tem cerca de 360 m² e seis apartamentos de dois quartos, conforme a Prefeitura de Betim.

Ainda conforme a Justiça, o leilão será encerrado na próxima sexta-feira (14). O valor arrecadado será destinado ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e também às forças de segurança.

Em contato com a reportagem, o advogado Otoniel Maia Junior, que atende Fernandinho Beira-Mar, informou que seu cliente foi levado para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

Apontado como uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi o primeiro interno do Sistema Penitenciário Federal. O “preso 01” chegou na madrugada do dia 19 de julho de 2006 ao presídio de Catanduvas (PR) e nunca mais saiu da esfera federal. A penitenciária foi construída ao custo de cerca de R$ 20 milhões.

Beira-Mar começou no crime ainda menino, de acordo com as autoridades fluminenses. Aos 20 anos, trabalhava para traficantes como “vapor” na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Mais tarde, passou a controlar a comunidade e, em pouco tempo, se transformou em um dos maiores vendedores de drogas do Brasil.

A notoriedade dele, já então considerado o inimigo público número 1 da polícia do estado — aumentou quando investigações da CPI do Narcotráfico confirmaram sua importância no esquema de venda de drogas no país, alcançando a cifra de R$ 16,5 milhões entre 1995 e 1998.

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