Foto: Agência Brasil
Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que fecham as rodovias brasileiras em protesto contra o resultado da eleição começam a prejudicar o fornecimento de combustíveis em Minas Gerais, informa o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) em nota nesta terça-feira (1º). Mas, a entidade pede para que a população não faça corrida aos postos para não agravar ainda mais os estoques.
“O Minaspetro informa aos revendedores que a situação nas imediações das bases está se agravando. No fim da manhã de hoje, os manifestantes seguem com trechos fechados em Betim, Governador Valadares e Uberaba. Postos de algumas regiões já estão apresentando falta de produto. As bases também estão apresentando problemas de suprimentos (anidro e hidratado), uma vez que os caminhões não conseguem chegar para descarregamento”, esclareceu o sindicato de classe em nota.
De acordo com o Minaspetro, os bloqueios nas rodovias do interior de São Paulo também prejudicam o fornecimento de combustíveis, principalmente de etanol, já que boa parte das usinas de cana-de-açúcar estão localizadas nesse local.
“O Minaspetro já acionou a Polícia Militar de Minas Gerais para garantir a segurança na saída dos caminhões que conseguem carregar nas bases, principalmente em Betim, local que atende a maior parte dos postos do estado”, informou.
Por volta das 11h50 desta terça-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizava 267 focos de manifestações contra as eleições presidenciais nas rodovias brasileiras. Desses, são 42 pontos de concentração de manifestantes, sem interferência nas estradas, 136 de interdição, com bloqueio parcial das vias, e 89 de bloqueio. No ápice do movimento, próximo ao final da noite de segunda-feira (31), foram 421 pontos, informou a PRF, durante coletiva de imprensa.