Educação de Betim adere à greve nacional por 3 dias

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) subseção Betim anunciou que vai aderir a greve nacional entre a próxima terça-feira (15) e quinta-feira (17). Toda a rede municipal e estadual deve cruzar os braços por três dias em defesa da educação pública, contra os escalonamentos de salários e para exigir que o repasses dos recursos federais do pré-sal sejam feitos para a educação. Na sexta -feira (18), a rede municipal continuará parada.

A paralisação também tem por objetivo pressionar o governo municipal a cumprir com a pauta de reivindicações da categoria, como o pagamento do piso salarial e da isonomia, além da regularização do repasse do caixa escolar e dos repasses patronais da prefeitura ao Instituto de Previdência do Município de Betim (Ipremb), entre outras questões. “Em contrapartida, não faltam recursos para a prefeitura contratar e fazer a folha de pagamento dos secretários e demais cargos comissionados.

Enquanto que um agente de serviço escolar em início de carreira ganha apenas R$ 727,24, menos que o mínimo nacional, temos informações de que um secretário em Betim recebeu no mês de fevereiro R$ 27 mil”, denunciou o coordenador geral do Sind-UTE em Betim, Luiz Fernando de Souza.

O sindicalista afirmou ainda que a secretaria fez ainda, durante 2015, R$ 18 milhões em saques da conta do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) – recursos que deveriam financiar apenas a educação municipal – sem prestar explicações para o conselho de fiscalização. “Com isso, pelo terceiro ano consecutivo, as contas da educação foram reprovadas”.

Para Souza, não é aceitável que a prefeitura estabeleça política de cortes na educação, enquanto os recursos da educação crescem ano a ano. “Só em janeiro desse ano a secretaria já recebeu de transferências do governo federal R$ 18 milhões, R$ 3 milhões a mais que no mesmo período do ano anterior”.

Uma assembleia da rede municipal, com indicativo de greve, está marcada ocorrer na quinta (17), às 15h30, embaixo do viaduto do Jacintão.

Posicionamento

A prefeitura disse que, “devido aos problemas econômicos e financeiros decorrentes do atual cenário de crise por qual passa todo o país, não há como atender as reivindicações da categoria”.

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