Emendas destinam verba para tentar salvar maternidade

Duas emendas em tramitação na Câmara de Vereadores nos últimos dias podem dar um fôlego a mais na luta de trabalhadores e de usuários de toda a região metropolitana para tentar impedir o fechamento da Maternidade Pública do Imbiruçu, anunciado neste ano pelo secretário municipal de Saúde, Rasível dos Reis e pelo prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB). Pelas propostas, de autoria do vereador Antônio Carlos (PT), duas empresas beneficiadas pela prefeitura através da doação de terrenos públicos teriam que, por lei, oferecerem R$ 1.060.000,00 em contrapartida ao município para serem investidos na conclusão de obras da unidade de saúde que, no domingo (8), completou 22 anos de atendimento.

“O Rasível alega que existem alguns problemas na estrutura da maternidade, o que seria mais um fator para o seu fechamento. Resolvi enviar essas emendas para a Câmara. A exemplo do que está sendo feito com a UPA Norte, que será reformada pela prefeitura com verba de contrapartida de empresas, queremos que a maternidade também seja reformada com recursos de contrapartida”.

Uma das emendas foi aprovada pelos parlamentares na reunião da Câmara da última terça-feira (10). Já a outra continua em tramitação no Legislativo para ser votada. “Espero que as duas sejam aprovadas e sancionadas. Há 22 anos a maternidade beneficia a população de Betim e de toda a região metropolitana com um atendimento humanizado e de qualidade. Não podemos permitir que ela feche sem fazermos nada. Com essa verba, a prefeitura poderá reformá-la e estruturá-la para que ela fique aberta”, afirmou.

Auxiliar de enfermagem da maternidade do Imbiruçu desde a sua inauguração, em 1994, Maria das Dores Amorim disse ter esperanças que o secretário Rasível dos Reis e o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) vão recuar e não vão fechar a unidade. “A população e os trabalhadores têm muito a perder com o fechamento. A maternidade tem uma longa e linda história e só trouxe benefícios para Betim. Se o atendimento daqui for para o Hospital Regional, a qualidade do atendimento vai cair e o hospital não dará conta de toda a demanda que atendemos”.

Questionada se o recurso das emendas pode impedir que a maternidade seja fechada, a prefeitura declarou em nota que não foi oficialmente informada sobre os repasses.

Entenda

Apesar da pressão popular e até a intervenção do governo do Estado no caso, a prefeitura confirmou, no último dia 28 de março, que vai fechar a maternidade. No entanto, o governo não informou quando isso irá acontecer. Isso porque a prefeitura precisa elaborar um projeto arquitetônico que viabilize a transferência dos cerca de 300 partos mensais que são realizados atualmente na maternidade do Imbiruçu para dentro do Hospital Regional.

Ao final das adequações será feita ainda uma visita pela comissão de acompanhamento que deverá avaliar e validar as novas condições para o atendimento da maternidade no Hospital Regional.
A prefeitura informou que o projeto arquitetônico está em fase de conclusão e que, quando for finalizado, será enviado para aprovação da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (Visa-MG).

Adicionar comentário

Este espaço é fornecido para que os internautas possam expressar suas opiniões sobre o artigo postado. Para outros comentários clique aqui.


Código de segurança
Atualizar

transparente