‘Falsos diretores’ perdem o cargo na prefeitura

Após grande pressão feita por conselhos e servidores da área da educação, além da apuração feita pelo Ministério Público para investigar a nomeação de 45 diretores e vices de escolas que não desempenham a função, a prefeitura tirou o cargo de seis desses servidores comissionados. Nessa lista, há ainda diretores de centros infantis que também não atuam nesses locais.

Em publicação do “Órgão Oficial”, no sábado (12), foram exonerados dos cargos da Secretaria Municipal de Educação Mateus Alves Aiala (diretor II-A), Verivaldo Rodrigues Lopes (diretor II-B) e Marcelo Wagner da Silva (vice-diretor II-B).

Além disso, também perderam o cargo de diretor de centro infantil Jaqueline Diniz Afeitos, Nilton César de Miranda e Roberto Oliveira Santos. Ainda foi publicada a exoneração de Marcos José Souza do cargo comissionado de diretor pedagógico. Todos em desvio de função. Mesmo exonerados, muitos desses funcionários continuam trabalhando na prefeitura.

Segundo informações de bastidores, a exoneração dessas pessoas teria sido uma exigência da secretária municipal de Educação, Mary Rita do Prato, que responde a questionamentos da Promotoria de Justiça. “Essa iniciativa partiu da própria secretária, que relatou ao prefeito que não iria manter essa situação, já que ela é que é a gestora da pasta e pode vir a responder pela irregularidade”, disse um vereador da base do governo. “A decisão dela causou certo desconforto para o prefeito Carlaile, que agora terá que encontrar cargos em outras secretarias, já que muitas desses comissionados não prestam serviços para a Semed. Caso não consiga arrumar esses cargos, essas pessoas deverão ser mesmo demitidas”, completou.

Os desvios de função de servidores “privilegiados” que têm cargos de diretor e vice na Semed custam cerca de R$ 2,6 milhões por ano somente em salários. Já os 24 diretores de centros infantis em desvio consomem outros R$ 756 mil.

No último dia 26, Mary Rita admitiu os desvios de função ao Conselho Municipal de Educação e ao Conselho do Fundeb e culpou a estrutura da Semed, que não teria os cargos necessários. A secretária não foi encontrada.

A prefeitura foi procurada, mas não quis responder. A administração também não informou se haverá a exonerações dos demais “falsos diretores”.

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