Foliões e banhistas estão proibidos de frequentar a represa Várzea das Flores, em Betim, no Carnaval

56-02-2023Foto: Anselmo UBL / Prefeitura de Betim / Divulgação

A partir deste sábado (18) até a próxima quarta-feira de cinzas (22) o acesso de foliões à represa Vargem das Flores, em Betim, está proibido pela prefeitura do município.

Podem circular pela região apenas moradores que vivem no entorno da lagoa, de acordo com o decreto nº 43.724. De acordo com a administração municipal de Betim, a medida acompanha a recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a pedido da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A ideia é preservar o reservatório, que é utilizado para abastecer 12 municípios da região metropolitana, além de Betim.

De acordo com a prefeitura, agentes da Guarda Municipal e da Defesa Civil vão atuar para evitar aglomerações no entorno da represa. Também não será permitida a prática de esportes náuticos e atividades que possam impactar o meio ambiente. Os bares próximos ao espaço também estão proibidos de funcionar no período.

A ação vai integrar o trabalho das equipes da Polícia Militar, da Polícia Ambiental, do Corpo de Bombeiros, do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Marinha do Brasil.

A represa Vargem das Flores foi projetada e construída na década de 1970, com objetivo de armazenar água para tratamento e consumo. A barragem funciona ainda como bacia de contenção, amortecendo a água das chuvas que caem nos córregos que contribuem para o volume da represa. Esse amortecimento evita inundações em vários bairros de Betim.

“Já tivemos cerca de 10 mil banhistas frequentando a orla, por dia, no período de Carnaval. A bacia não foi construída para lazer, uma vez que as vias de acessos e também da orla são vias estreitas e não possuem rede de drenagem”, explica o superintendente municipal de Defesa Civil, Walfrido Lopes.

O entorno da lagoa não possui rede de coleta de esgoto para tratamento, alerta os superintendente, e qualquer aglomeração de pessoas pode provocar degradação na represa, poluindo a água e dificultando o tratamento para o consumo.

“As equipes de fiscais e de posturas também estarão presentes no local para garantir que, mesmo que passe pelo entorno da lagoa para chegar a seu imóvel, não consuma nenhum produto no local”, destacou Walfrido Lopes.

As vias que dão acesso à represa terão barricadas para evitar acesso de pedestres e servirão como ponto de fiscalização de veículos que transitarem pelo local. Motoristas que estiverem com veículo ou documentação irregular sofrerão as penalidades das leis de trânsito.

A Marinha do Brasil também estará presente nas operações para fiscalizar as embarcações que estiverem navegando no espelho d’água.

De acordo com a Defesa Civil, a represa não foi projetada para a prática de esportes náuticos. E a utilização de embarcações também causa degradação e poluição ao meio ambiente, uma vez que os escapamentos emitem fuligem, que prejudicam o tratamento da água para o consumo humano.

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