Outro vereador que enfrenta um processo de cassação de mandato que pode vir a inviabilizar seus planos eleitorais é José Afonso de Oliveira, o Pãozinho (PTB). Acusado pelo Ministério Público local de improbidade administrativa por usar o carro da Câmara, pago com recursos públicos, para fins particulares, Pãozinho já terá que disponibilizar parte de seus bens para a Justiça enquanto o processo é julgado.
A decisão, que foi proferida pelo juiz auxiliar Lauro Sérgio Leal, da 2ª Vara Cível, determina que o vereador deposite o valor de R$ 20.128,19, apontado pelo Ministério Público como de lesão ao patrimônio público, ou ofereça outro bem de fácil alienação (venda). Caso não cumpra a decisão, o juiz poderá requisitar a indisponibilidade de bens de Pãozinho.
O vereador terá um prazo de 15 dias para apresentar a defesa após ser notificado. “Ainda não houve a citação oficial, então, não temos conhecimento desse despacho. Quando formos notificados e nos inteirarmos da ação, apresentaremos defesa”, disse o advogado de Pãozinho, Antônio Patente.
Pãozinho é acusado pela Polícia Civil por matar o vigia Robertt Ângelo, no dia 20 de setembro de 2015, em um acidente de trânsito ocorrido na MG–060, enquanto dirigia um carro locado pela Câmara. A promotora Ana Luiza da Costa acusa o vereador de cometer ato de improbidade administrativa ao usar o carro locado pela Câmara no dia do acidente “para ficar à disposição do vereador e de sua família durante o final de semana”. Por isso, ela pede a cassação do mandato e o ressarcimento de R$ 20.128,19 à Câmara.