Faltando um ano para a oficialização das chapas que irão disputar a Prefeitura de Betim em 2016, o cenário político da cidade nunca esteve tão indefinido. Com políticos tradicionais desgastados, como o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) e a ex-prefeita MDC (PT), outros nomes surgem com possibilidades para serem testados pelos eleitores. Pelo menos 18 políticos já declaram a vontade de disputar a prefeitura, o que poderá encerrar a polarização da eleição, situação que se repete nas últimas duas décadas.
Apesar do grande desgaste que está tendo com o seu governo, o prefeito Carlaile ainda é o único nome do PSDB. Porém, como está sendo dito por caciques de seu partido, em nome de um conjuntura regional que mantém os olhos nas eleições da capital, ele pode deixar de concorrer. Já o PTB colocou à disposição o nome do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fabrício Freire, atual aliado do prefeito. “Minha relação com Carlaile é transparente. Meu nome está à disposição”, disse Fabrício.
Porém, ao que parece, a estratégia é uma experiência de laboratório que pode dar em nada. Pelo menos é o que afirma o secretário de Esportes, Beto do Depósito (PSC). “O Fabrício está fechado comigo”, disse.
O secretário ainda argumenta: “Vou ser candidato nas eleições do ano que vem e conto com o apoio do Fabrício e do próprio prefeito”, disse.
Já o vereador Welinton de Abreu, o Sapão (PSB), que diz ter rompido com o governo municipal, também pretende se candidatar. “Meu nome está colocado. Estamos conversando com outros políticos, como o vereador Renato Ti-Rei (PSDC), para avaliarmos. Temos que acabar com a polarização que tanto prejudica a cidade”, declarou.
Renato Ti-Rei, por sua vez, diz que não vai mais se candidatar a vereador. “Vou deixar o Legislativo e estou conversando com outros grupos. Até por uma questão da Câmara, temos uma afinidade um pouco maior com o Sapão, mas ainda vou decidir. Se serei candidato a prefeito, eu não sei. Posso ser vice ou até mesmo carregador de bandeira, desde que haja um projeto”.
Há ainda o nome de Vinícius Resende (SD), em ascensão na cidade.
Mais nomes
O PMDB local, que sempre disputou eleições nas vésperas, desta vez, promete mudar de atitude. Pelo menos é isso o que afirmou o deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB). “É uma exigência do partido que a legenda tenha candidato em todas as cidades maiores”, disse.
O PSOL também deve seguir o mesmo caminho das últimas eleições e ser uma alternativa. “Nossa tendência hoje é termos candidatura própria. Até fizemos uma reunião com a direção do PT, mas, da forma que eles propuseram, não aceitamos, pois teríamos de abdicar da nossa candidatura”, afirmou Sargento Peixoto.
Já o PV tem dois nomes em disputa: o do ex-deputado Rômulo Veneroso e o do atual vice-prefeito, Waldir Teixeira. Rômulo reafirmou, em entrevista ao jornal, que, em agosto, o partido fará um encontro para estabelecer diretrizes. “O direcionamento do partido é que haja candidatura própria em cidades com mais de 100 mil habitantes. E, apesar do distanciamento com a atual administração, o PV possui o vice-prefeito de Betim. Além disso, temos dois vereadores, então, temos grande representatividade na cidade”, disse Rômulo.
Já o vice Waldir Teixeira também se mantém na disputa. “Mostramos em um mês que a cidade tem jeito. Nós sabemos fazer”, disse.