A mudança na data do pagamento do funcionalismo ainda vai gerar muita “dor de cabeça” para o governo. Os servidores municipais prometem uma grande mobilização no próximo dia 30 para pressionar a prefeitura a voltar atrás na medida. Na semana passada, o governo mudou a data de pagamento do funcionalismo do penúltimo dia do mês corrente para o quinto útil do mês seguinte, a partir de novembro.
Na terça-feira (17), representantes de três sindicatos se reuniram com a procuradora geral, Clélia Coura Hora, presidente do Gabinete de Gerenciamento de Crise, e com o secretário municipal de Planejamento, Finança e Gestão, Gustavo Palhares. Mas, segundo os sindicalistas, o governo reafirmou que não voltará atrás na medida, publicada na semana passada e que pegou a categoria de surpresa. “Após a publicação, enviamos ofício solicitando uma reunião urgente com o governo. Neste encontro, a prefeitura disse que manterá o decreto e que o pagamento será feito mesmo no quinto dia útil. Isso é prejudicial para os servidores, que não terão tempo para programar sua vida financeira. Por isso, no dia 30, vamos fazer um protesto na prefeitura”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Betim (Sindserb), Geraldo Teixeira.
Os funcionários da saúde também devem aderir ao protesto. “Foi uma medida arbitrária do governo, sem consultar os servidores”, completou a diretora do Sind-Saúde, Conceição Pimenta.
A educação também promete se mobilizar. “O governo tomou essa medida no ultimo dia 12, 18 dias antes do pagamento, e isso não é avisar com antecedência. Era necessário um prazo razoável para o servidor se programar. Por isso, vamos participar dessa ação conjunta”, acrescentou o coordenador geral do Sind-UTE, Luiz Fernando Souza.
Os vereadores também criticaram o governo na reunião da Câmara de terça-feira, inclusive, os da base do prefeito. “A gente sabe da dificuldade financeira, mas a forma como foi feita esse processo, sem dar tempo do funcionalismo se programar, foi a pior parte”, criticou Klebinho Rezende (PTB).
Em nota, a prefeitura informou que os servidores foram avisados com antecedência para que pudessem se programar. O governo ainda ressaltou que a ação foi ocasionada devido à queda nos repasses do ICMS.