Trabalhadores da Regap, em Betim, aderem a greve nacional do sistema Petrobras

46-12-2025

Os trabalhadores do Sistema Petrobras iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado a partir da zero hora desta segunda-feira (15), e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), localizada em Betim, aderiu ao movimento.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a paralisação começou forte e atingiu diversas unidades pelo país. Pela manhã, os empregados de seis refinarias filiadas à FUP não realizaram o revezamento de turno às 7 horas.

Entre as unidades sem troca nos grupos de turno, conforme a nota do sindicato, estão a Regap (Betim/MG), a Reduc (Duque de Caxias/RJ), a Replan (Paulínia/SP), a Recap (Mauá/SP), a Revap (São José dos Campos/SP) e a Repar (Araucária/PR).

Além das refinarias, houve adesão de 100% da operação do Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, e a entrega da operação das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa durante a madrugada.

Motivação da paralisação

A decisão de entrar em greve foi tomada após a rejeição da segunda contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As entidades representativas da categoria consideraram a proposta insuficiente.

A nova oferta da Petrobras, entregue no dia 9, não avançaria, segundo os sindicatos, em três pontos considerados centrais nas negociações:

A busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros.

Melhorias no plano de cargos e salários, com garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal.

A chamada pauta pelo Brasil Soberano, que defende a manutenção da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal.

A FUP afirmou que a empresa não apresentou respostas conclusivas sobre os PEDs — tema em discussão há quase três anos — nem soluções consistentes para outras pendências acumuladas.

Petrobras afirma não haver impacto na produção

Em nota, a Petrobras confirmou o registro de manifestações em suas unidades devido ao movimento grevista. A companhia destacou que não há impacto na produção de petróleo e derivados e que adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações.

A estatal reforçou que o abastecimento ao mercado está garantido, que respeita o direito de manifestação dos empregados e que mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais. A empresa completou que segue empenhada em concluir a negociação do acordo na mesa de negociações.

*Com informações da Agência Brasil

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