Vereador estava embriagado ao bater carro alugado pela Câmara em moto

A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira (26), que encaminhará um ofício ao Ministério Público (MPMG) pedindo a apuração de eventual improbidade administrativa cometida pelo vereador José Afonso de Oliveira, o Pãozinho (PV). Ele é acusado de dirigir embriagado um carro alugado pela Câmara Municipal de Betim, e bater em uma moto, matando o vigilante Robertt Ângelo, de 24 anos, na BR-060, que liga a cidade à Esmeraldas.

O político está preso desde a última sexta-feira (23) na penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves.“Já redigi um ofício para o Ministério Público de Betim informando sobre o indiciamento do vereador por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, fraude processual e omissão de socorro, além de um possível ato de improbidade administrativa, já que ele dirigia um carro oficial. O documento será entregue ainda nesta semana à Promotoria de Justiça”, afirmou o delegado Fábio Werneck Neto.

Ainda segundo ele, o inquérito concluiu que era mesmo o vereador Pãozinho quem dirigia o veículo no dia do acidente, e não, o filho dele, Rafael Afonso de Oliveira, que se apresentou como o condutor do Gol.

“O vereador estava em seu sítio, em Esmeraldas, e, ao voltar, possivelmente embriagado, invadiu a contramão e bateu no motociclista. Ele tentou fugir do local, mas o veículo apresentou defeitos mecânicos, e ele se escondeu em um mato. O laudo pericial também constatou a invasão do carro na contramão. Já o Rafael chegou em uma Parati, que é propriedade de uma cunhada do vereador”, afirmou o delegado.

O delegado explicou que optou pela prisão do vereador por se tratar de um homicídio grave, no qual não houve socorro à vítima, e por entender que ele poderia prejudicar as investigações ao combinar falsas informações com terceiros e que pudesse, até mesmo, coagir testemunhas. Além de Pãozinho, também foram indiciados a cunhada dele, Regina Helena de Oliveira, e três sobrinhos, Fernando Henrique, Jorge Luiz e Renato Afonso por falso testemunho e desobediência. Já Rafael não foi indiciado, mas vai responder por autoacusação falsa.

Pedido negado

Segundo funcionários da Câmara, um pedido de soltura feito pela defesa do vereador Pãozinho teria sido negado pela Justiça. O advogado do vereador, Thiago Simões Magalhães, declarou que “discorda” do inquérito da Polícia Civil, mas que “a defesa só irá se pronunciar sobre o caso nos autos do processos”. Sobre os pedidos de soltura, ele disse que está acompanhando, mas que não iria comentar.

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