Waldir Teixeira deixa o Partido Verde e se filia ao PHS

O vice-prefeito de Betim Waldir Teixeira se filiou na última terça-feira (27) no Partido Humanista da Solidariedade (PHS).

A decisão de sair do PV, onde ficou por quase uma década, segundo Waldir, não foi motivada por nenhum desentendimento com a direção legenda, mas sim pelo desafio proposto pelo PHS.
“Resolvi aceitar o convite do presidente de honra do PHS no Estado, Vittorio Medioli, e somar no fortalecimento do partido. O PHS em Betim está trabalhando para unir pessoas comprometidas com a cidade e, assim, trabalhar para fazer o melhor para os betinenses”, afirmou.

Segundo Teixeira, por enquanto não foi discutida uma pré-candidatura sua a prefeito ou a vice. “Não estamos preocupados agora com essa discussão. O importante neste momento é fortalecermos o partido com pessoas dispostas a trabalhar pelo bem de Betim”, afirmou.

Independência

Waldir também reafirmou a sua postura de independência em relação ao governo municipal.

“Hoje, apesar de ser vice-prefeito de Betim, estou afastado do governo porque não compactuo com o modelo de gestão que está sendo adotado em Betim. No período em que substitui Carlaile à frente da prefeitura (no início de 2014), promovi várias medidas de austeridade na tentativa de reduzir o endividamento do município que já passava de R$ 500 milhões, mas assim que o Carlaile retornou ao cargo, ele fez questão de voltar atrás em todas as medidas. E hoje vemos o estado em que a cidade está, endividada e sem capacidade de investimento. A única grande obra realizada na cidade atualmente, a revitalização da bacia do rio Betim, só saiu do papel porque o investimento é todo dos governos estadual e federal”, enfatizou.

Mais filiados
Além de Waldir Teixeira, o PHS de Betim teve outras filiações de importantes lideranças nos últimos dias.

Segundo presidente municipal do partido, Ronievon Fonseca, o ex-administrador regional Davi Cardoso, o ex-vereador Felismino Vilela e o médico Neviton, do Centro de Especialidades Divino Ferreira Braga, agora também fazem parte da legenda.

Dilma sanciona reforma e amplia prazo para filiações

Os pré-candidatos a prefeito e a vereador que vão disputar as eleições em 2016 ganharam mais tempo para decidir seu destino. É que nesta semana, quando terminaria o período para filiações partidárias, a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a minirreforma política, aprovada pelo Congresso, que altera diversas regras para a eleição, inclusive o prazo para mudar de partido.

A partir de agora, os interessados em concorrer às eleições poderão se filiar até seis meses antes do pleito, ou seja, terão até março do ano que vem para decidir o partido em que vão candidatar. Antes esse prazo era de um ano antes do pleito.

A lei com as novas regras foi publicada “Diário Oficial da União” na última terça-feira (29).

Mudança de partido
A presidente também sancionou o artigo da lei chamado de “janela partidária”, que estabelece que os políticos podem trocar de partido sem correr o risco de perderem o mandato até sete meses antes da eleição.

A norma beneficia diretamente vereadores insatisfeitos com seus partidos atuais, como é o caso de Carlos de Oliveira Silva, o Carlin Amigão, que já anunciou a sua saída do DEM. “Com a sanção da reforma, o que posso dizer é que não ficarei mais no DEM. Estou em negociação com outros partidos e logo anunciarei a minha escolha”, afirmou Carlin Amigão.

Outro vereador que anunciou que também mudará de legenda é o pré-candidato a prefeito Weliton Sandro de Abreu, o Sapão (PSB). Rompido com o governo municipal, Sapão quer ser candidato a prefeito, mas esbarra no fato de a sua legenda estar na base de apoio do prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB). Agora, com o estabelecimento da “janela partidária”, Sapão, que já ameaçava sair do PSB, anunciou que deixará o partido.

“A janela partidária é importante porque assim podemos mudar de partido sem o medo de perder o mandato. Como o PSB deve caminhar junto com o prefeito Carlaile e pretendo ser pré-candidato, vou mesmo sair do partido. Ainda não sei, mas agora com a ampliação do prazo para a filiação, terei mais tempo para refletir”, afirmou.

Campanha mais curta
Com a nova lei, também foi reduzido o período da campanha eleitoral de 90 para 45 dias a partir de 2016. Para o presidente municipal do Partido Verde, Osvander Valadão, a redução do tempo de campanha traz vantagens e desvantagens na disputa eleitoral. Dentre os benefícios, estão a redução de custos com campanhas e o fato de os candidatos serão levados a priorizar o corpo a corpo com os eleitores. “Por outro lado, a desvantagem estaria no prejuízo para candidatos desconhecidos, que tendem a ter menos tempo para apresentar propostas”, afirmou.

Vetos
Como já era esperado, a presidente vetou o trecho da lei que autorizava o financiamento privado de campanhas eleitorais. Dilma optou por barrar o financiamento empresarial baseada na decisão recente do Supremo Tribunal Federal de que pessoas jurídicas não devem repassar dinheiro a candidatos.

"A possibilidade de doações e contribuições por pessoas jurídicas a partidos políticos e campanhas eleitorais, que seriam regulamentadas por esses dispositivos, confrontaria a igualdade política e os princípios republicano e democrático, como decidiu o Supremo Tribunal Federal", justifica o texto.

Outro trecho da proposta vetado pela presidente previa que as urnas eletrônicas imprimissem o voto do eleitor, o que criaria um custo adicional de R$ 1,8 bilhão à Justiça Eleitoral.

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